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O que não pode ter num MVP

Já parou para pensar o que não pode ter num MVP? Pode parecer estranho a questão, mas muitos profissionais levam o conceito do MVP ao pé da letra, colocando em risco o projeto.

O que não pode ter num MVP? Realmente é estranho perguntar isso, mas qualquer metodologia de desenvolvimento pode apresentar alguns exageros em seus conceitos ou recomendações que nós só percebemos isso quando colocamos o método na prática.

 

Com o MVP (Minimum Viable Product), também acontece isso. Precisamos ser cautelosos para não cair na armadilha ou abusar demais dele. O conceito formulado por Eric Ries é uma excelente maneira de construir um produto através de um processo incremental de construção, medição e aprendizado.

No entanto, ele não recomenda, por exemplo, para os Gerentes de Produto a validar todos os aspectos dos requisitos do produto apenas por meio deste critério. De acordo com seu conceito, se começarmos a validar todos os requisitos desta forma, isso atrasará desnecessariamente o ciclo de desenvolvimento da empresa.

Porém, há sempre uma necessidade de encontrar um equilíbrio entre a teoria e a prática, principalmente, no caso de produtos empresariais que têm um efeito direto nos negócios,  os clientes, por exemplo, não estão dispostos a validar cada nova versão entregue pelo time de desenvolvimento.

Para responder nossa pergunta inicial sobre o que não pode ter num MVP, vamos explorar um pouco mais de conceitos e ideias a respeito do tema no decorrer do artigo. Por isso, fica com a gente até o final.

O conceito de MVP pode ficar distante da realidade dos projetos

Isso é um alerta. Muitas pessoas no mundo corporativo, incluindo profissionais de produtos, estão pensando demais no termo e nos conceitos. Eles acham que o MVP é simplesmente a menor coleção de recursos para satisfazer os clientes.

O problema usar essa abordagem é assumir que sabemos previamente exatamente o que satisfaz os clientes. Mas as chances são de que, quando se trata de um produto em fase inicial de desenvolvimento, nós não termos o domínio do assunto, mesmo que tenhamos servido a esses clientes por diversos anos.

Para entendermos na prática esse choque entre o conceito e sua aplicação à realidade dos projetos vamos recorrer ao próprio Eric Ries, ele estabelece a  definição para o que é um MVP:

“O produto mínimo viável é a versão de um novo produto que permite que uma equipe colete o máximo de aprendizado validado sobre os clientes com o mínimo de esforço.”

Ele continua explicando exatamente o que ele quis dizer em sua metodologia Lean Startup:

“O MVP, apesar do nome, não se trata de criar produtos mínimos… Na verdade, o MVP é muito chato, porque impõe sobrecarga extra. Temos que aprender algo da nossa primeira iteração de produto. Em muitos casos, isso exige muita energia investida em conversas com clientes ou métricas e análises.

Segundo, o uso da definição das palavras máxima e mínima significa que ela é decididamente não-estereotipada. Requer julgamento para descobrir, para qualquer contexto dado, o que o MVP faz sentido.”

Em outras palavras, o MVP é um produto, é viável e é a versão mínima da sua visão do produto. Portanto, isso significa que ele deve ser algo entregue para o cliente, devendo tentar resolver de maneira tangível problemas reais enfrentados pelo consumidor e por fim, ele é uma versão mínima do que será seu produto para o mercado.

O “mínimo” portanto, é o que ele precisa para resolver de maneira factível os principais problemas dos primeiros clientes desde o primeiro dia, construindo apenas esses recursos no início e colocando todo o restante no backlog até conseguirmos o ajuste do produto para o mercado.

Começa a perceber nossa ideia, quando nos referimos sobre o que não pode ter num MVP? Você vai entender em definitivo através das armadilhas que precisamos evitar.

O que não pode ter num MVP: armadilhas!

A jornada para o lançamento do MVP está cheio de armadilhas que podem sabotar o sucesso do projeto do seu produto. Vamos explorar algumas dessas armadilhas, ensinando as boas práticas para garantir que o MVP seja aceito e que consiga entregar valor para o seu cliente.

1. O MVP não é de tamanho único

A eficácia de qualquer metodologia de desenvolvimento (Ágil ou MVP) está na realização do verdadeiro propósito dessas metodologias de desenvolvimento. Não saber quando usar e como usar essas metodologias levará ao caos total e à ineficiência.

O Product Manager pode desenvolver o MVP de forma incremental em um ciclo de criação com a motivação principal para validar se o produto está atendendo às necessidades certas, para clientes certos e conforme desejado por eles, independente do seu tamanho. Para isso, os produtos são concebidos para mercados com necessidades previsíveis incorporando já uma tecnologia comprovada e necessária.

2. Validar por muito tempo

A ideia é simples. A validação de muitas hipóteses atrasará desnecessariamente os ciclos de desenvolvimento, arriscando a possibilidade de qualquer concorrente com melhor conhecimento dos clientes e do mercado ultrapassar o novo produto.

Assim, para cada hipótese, o gerente de produto deve ponderar se é essencial validar a hipótese diretamente com os clientes ou se é possível validá-la com base nas informações já existentes.

3. Entregar pouco valor aos clientes

Talvez essa seja a pior armadilha de todas. O risco de alienar os clientes é grande, especialmente quando o novo produto atende a uma necessidade já abordada por produtos concorrentes. Nesses cenários, a versão mínima do produto, que fornece o mesmo valor que os produtos já existentes no mercado, pode não viabilizar o projeto.

Às vezes, o MVP deve fornecer um indício do que está reservado para os clientes, demonstrando que existe um diferencial real, estimulando os clientes, assim como o trailer de um filme que capta a atenção de seu público, proporcionando uma prévia do filme inteiro.

E por fim..

Frequentemente seguimos uma mentalidade de rebanho e adotamos cegamente as metodologias de desenvolvimento amplamente utilizadas. Em vez disso, é preciso entender o verdadeiro propósito de quaisquer metodologias e adaptá-las ao real valor que elas proporcionam e não por sua popularidade ou por sua aceitação no mercado.

Faça de tudo para expandir seus pensamentos e visões sobre armadilhas de MVP, principalmente  para produtos empresariais e alcance o sucesso.

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Escrito por

Leitor faminto, eterno aluno e sedento por resultados. Trabalho construindo equipes de alto desempenho com base nos princípios do Agile com Lean Startup! ISSO É O QUE ME MOTIVA!! Graduado pela Engenharia de Computação na PUC-PR, certificado SCRUM Master pela Oficial SCRUM Alliance, certificado Personal and Professional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching, cursando MBA IN MANAGEMENT na FAE Business School e cursou PMP na FGV.

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