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SAFe ou Scrum at Scale – Qual o melhor pra você?

Seja através do SAFe ou Scrum at Scale, os agile frameworks promovem a transformação e aplicação da cultura ágil

O SAFe ou Scrum at Scale? Ambos são dos frameworks ágeis mais utilizados e que promovem diversos benefícios para o gerenciamento do projeto e aumento da produtividade e eficiência da empresa. O Agile é uma nova maneira de se trabalhar, o que também pode ser considerado como uma mudança na mentalidade do andamento dos projetos.

Seja o SAFe (do inglês, Scaled Agile Framework) ou Scrum at Scale, qualquer um que seja utilizado para aplicar a cultura ágil na empresa deve ser escolhido de acordo com o ambiente de trabalho, metas específicas de cada projeto e até a estrutura da empresa. Sendo assim, as vantagens e desvantagens de cada um dos frameworks são os pontos importantes para decidir sobre a sua aplicação.

E você, quer saber mais sobre como escolher entre os agile frameworks SAFe ou Scrum at Scale? Continue acompanhando a nossa publicação!

SAFe ou Scrum at Scale? Quais as vantagens e desvantagens dos frameworks ágeis?

É cada vez mais presente no panorama industrial a aplicação ou previsão de aplicação de algum framework ágil em algum projeto ou para a mudança de cultura empresarial. Esta adoção da cultura ágil não necessariamente implica no sucesso imediato da empreitada, principalmente pela importância da mudança e pelo trabalho constante – seja o SAFe ou Scrum at Scale e até outros frameworks ágeis, irá depender bastante da empresa para dizer qual é o melhor no devido cenário.

Essas formas diferentes de metodologia ágil permitem uma grande troca de pensamentos e ideias a partir da qual as organizações e empresas conseguem adequar a sua cultura para o formato ágil. Esta escolha também norteia a sua visão de futuro e visão estratégica da companhia.

Dos frameworks ágeis, dois se destacam devido a sua abrangência de aplicação e capilaridade no meio empresarial e tanto o SAFe ou Scrum at Scale são adequados para esta aplicação.

SAFe – Scaled Agile Framework

O SAFe é um dos frameworks mais populares no mundo empresarial quando se trata de escalar a cultura ágil nas grandes organizações. Como exemplo, um ponto importante do SAFe com o foco no mundo da Tecnologia da Informação é o seu nascimento já englobando a ideologia do DevOps, que é cada vez mais importante no panorama ágil e como cultura de promover mais agilidade nas entregas de valor.

Este framework define uma abordagem que consegue escalar o Scrum nos cenários das grandes empresas, com grandes equipes e que trabalham no mesmo produto ao mesmo tempo. Pode ser considerado como um framework para as grandes organizações que procuram manter o máximo possível da sua estrutura, organização e métodos enquanto aplicam os conceitos e ideias da cultura ágil.

O SAFe também possui uma abordagem que procura manter as organizações que são altamente estruturadas num nível menor de mudanças e reter o máximo possível da estrutura organizacional dos processos, ainda assim obtendo os benefícios da cultura ágil. Este framework é ideal para lidar com grandes times que se encontram separados geograficamente e lida com a cultura ágil num nível muito maior do que somente com os times, aplicando esta cultura em toda a organização.

Descreve também a organização em três níveis: o nível do portfólio; o nível do programa; e o nível da equipe. Como tem uma visão mais geral e sistêmica da empresa, pode ser melhor utilizado no gerenciamento do portfólio e dos seus programas. A estrutura básica do SAFe é o Agile Release Train (ART), considerado como uma equipe de equipes Agile e que cuida dos processos, desenvolvimento e entrega juntamente com outras partes interessadas do projeto.

Em comparação com o Scrum at Scale, o SAFe pode não ser tão personalizável e aqui surge uma desvantagem. Esta comparação com o Scrum mostra que o SAFe possui uma estrutura mais complexa e adiciona mais processos, camadas, funções e ferramentas para as entregas de valor do projeto.

Scrum at Scale

O Scrum é considerado com um método mais rápido e iterativo de aplicação da cultura ágil num panorama empresarial e como uma metodologia ágil se concentra na cadência regular de entrega. Por conceito é uma extensão do framework central do Scrum e que pode ser escalado para organizações maiores, sendo também uma ótima solução para empresas de todos os tamanhos.

A abordagem modular presente no Scrum at Scale ajuda a dimensionar adequadamente a cultura ágil para alinhar toda a organização afim de compartilhar as mesmas metas no projeto e no processo. Outro ponto relevante é que esta abordagem modular proporciona um escalonamento adequado de acordo com a cultura da empresa e da realidade que vive. Por ser modular, os desenvolvedores e integrantes da equipe podem adotar os módulos que são interessantes para o projeto e podem promover a aplicação de módulos específicos em ambientes específicos.

O Scrum at Scale possui um alto nível de eficiência quando lida com times que convivem num mesmo ambiente ou localidade geográfica e um dos pontos importantes deste framework é a sua configuração de time ideal como um único time ágil, ao contrário do SAFe. Outro ponto importante do Scrum at Scale é a sua capacidade de alinhar a organização em prol de um conjunto compartilhado de metas.

Essas vantagens fazem do Scrum at Scale um framework ideal para ser aplicado em processos especializados da empresa e que possuem um alto nível de personalização, principalmente quando se trata de ambientes não-tradicionais. Essa vantagem é ideal para empresas que possuem uma cultura organizacional forte e que necessita de uma aplicação da cultura ágil de acordo com essa cultura organizacional.

Outros frameworks

Além do SAFe ou Scrum at Scale existem outros frameworks da aplicação dos modelos ágeis de desenvolvimento dos projetos, principalmente adotando algumas características que podem se adequar a outros cenários organizacionais. O DAD (do inglês, Disciplined Agile Delivery) incentiva as escolhas em diferentes etapas e pontos de entrega do produto, oferecendo uma orientação geral para a escolha das estruturas, práticas e combinações para a aplicação da cultura ágil.

Outro exemplo de framework ágil é o Lean Product Delivery, um sistema que visa reduzir o desperdício em produtos e processos eliminando tudo que é desnecessário, principalmente as etapas que são excessivas ao projeto ou as funcionalidades desnecessárias para a entrega. O Kanban também é um bom exemplo que pode ser aplicado juntamente com os outros frameworks para trazer mais organização a cultura ágil.

Com um sistema em que os membros extraem e inserem as suas atividades de trabalho numa lista de itens ou num quadro, o Kanban promove a visão geral do processo e a oferta de trabalho no limite da capacidade de cada profissional. Os cartões são usados para sinalizar os estágios das etapas e o acúmulo de cartão indica algum gargalo neste processo.

Saiba mais!

Entender a aplicação dos frameworks ágeis e as diferentes características de cada uma das formas de construir uma cultura ágil dentro da empresa é o principal ponto para o sucesso desta implantação. As vantagens e desvantagens são de acordo com a empresa e o cenário que ela se encontra perante o desenvolvimento dos processos. Seja com o SAFe ou Scrum at Scale, a cultura ágil pode acarretar em diversos benefícios para qualquer tipo de organização.

E você, quer saber mais do SAFe ou Scrum at Scale, além de mais benefícios da cultura ágil? Continue acompanhando as nossas publicações!

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Escrito por

Jovem Executivo de Inovação, Mercado Financeiro e Soluções de Tecnologia, com mais de 15 anos de experiência no Brasil e no exterior, focado em resultado de Equipes e Projetos, através de Transformação Digital, com uso de Tecnologias de Ponta e Metodologias Ágeis e Enxutas. Formado em Gestão e Economia com foco em Relações Internacionais pela Universidade de Zurique (Suíça) e Bacharel em Administração na PUC-SP. Atuou por 03 anos no exterior (Inglaterra, Portugal e Suíça). Cursou Mercado Financeiro e Gestão de Projetos pelo Ibmec/Insper–SP. Apaixonado por viagens, mochileiro por mais de 50 países, sendo boa parte realizado numa viagem de volta ao mundo em 2012.

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