Blockchain para um agronegócio sem fraudes - Deal Technologies
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E oportunidade para o Brasil inovar, se tornando competitivo novamente

Passado os episódios de trapalhadas que prejudicou a confiança do agronegócio brasileiro, a exemplo das relatadas pela Operação Carne Fraca, uma certeza fica em evidência: o controle e principalmente a transparência são algo que precisam ser amplamente discutidos e ser empreendidos no Brasil. Essa operação foi apenas o resultado de umas das muitas fraudes que vem ocorrendo.

Nesses últimos dias temos ouvido falar muito a respeito de criptomoedas, bitcoin e blokchain, tecnologia com enorme variedade de aplicações, seja no setor financeiro e bancário, seja para resolver problemas de fraudes eleitorais. Mas, e se a blockchain fosse utilizada para ultrapassar os obstáculos presentes no mercado de agronegócios do Brasil?

Recapitulando: O que é blockchain?

Sua definição é mais simples do que suas aplicações. Em uma tradução livre seria “corrente de blocos”. E se trata de um banco de dados compartilhado que armazena inúmeros registros de transações diversas, com a característica de ser permanente e a prova de alterações. Vale ressaltar que essa corrente está presente não somente no bitcoin, mas também em todas as criptomoedas.

Ainda é uma tecnologia recente, com apenas 9 anos de idade porém, apesar de ser nova, já desperta interesses de grandes organizações e governos que estudam e realizam testes para aplicações em setores diversos.

Imaginem um livro de registros público presente no mundo inteiro que não dependa de uma organização ou pessoa para funcionar ou gerar confiança. Essa é a tecnologia de registros distribuídos onde, por exemplo, dados de prontuários médicos podem ser criptografados e guardados de maneira distribuída e acessados em uma velocidade fora do comum. Porém é necessário ir além. Imagine a criação de um processo eleitoral descentralizado, ou seja, os votos não terão sua apuração realizada por humanos ou sistemas confusos, sem possibilidades de alterações das transações ou voto dos participantes, uma vez que cada voto será anunciado em blocos para cada participante do sistema. E como regra da blockchain, cada computador, espalhado pelo mundo afora, manterá um registro de cada variável anterior, tornando possível verificar cronologicamente dos registros. Explicando de forma simples, haverá três códigos, um para representar o endereço da Blockchian, outro para identificação do voto e um último código que confirma a identidade anônima do eleitor. Com isso, esses dados são inseridos no sistema, havendo transferência automática do voto para o candidato.

Blockchain para o Agronegócios

Podemos começar com o sistema de barter, que é a troca direta de insumos, sementes e equipamentos por produtos. Operação que tem potencial para movimentar aproximadamente US$ 2,5 bilhões e representa até 30% das vendas das multinacionais de insumos em nosso país. Utilizando a blockchain, o produtor pode ficar livre dos altos juros e principalmente da burocracia dos financiamentos bancários. A rapidez que o sistema de barter pode adquirir aumenta a produtividade, que beneficia as empresas financiadoras impactando seus rendimentos e relacionamentos com público de interesse. Isso torna o barter mais vantajoso.

Outra questão são os processos de entrega e pagamento que tem a possibilidade de serem mais ágeis e avalizados. Blockchain poderá reduzir o tempo de espera do produtor para receber seu pagamento e extinguir a falta de controle que não permite o rastreamento e quantificação das transações. Aqui, com uma visão estratégica e competitiva, estamos falando de diminuir as perdas, aumentar a competitividade, reduzir riscos e aumentar a concorrência da indústria.

Uma característica de grande qualidade da blockchain é a transparência, que possibilita um ganho sem precedentes para toda a cadeia do agronegócio, permitindo consultar informações sobre a procedência dos produtos e quais foram as técnicas aplicadas para criá-los ou cultivá-los. Isso acabaria rapidamente com a crise de desconfiança que se instalou com a Operação Carne Fraca. Assim, pontos com problemas dentro de um tracking do processamento de carne seriam facilmente rastreados, se estivessem utilizando a Blockchain, de forma segura e confiável. Tais problemas seriam identificados e resolvidos em sua raiz sem a necessidade de pôr suspeita em todo um setor da economia brasileira.

Austrália saindo na frente

Com a empresa FarmShare, criada em 1991, que já utiliza a blockchain para tornar completamente transparente a cadeia de suprimentos. É através da tecnologia por trás do bitcoin que essa empresa possibilita o rastreamento de informações sobre os alimentos desde a sua produção até a chegada ao consumidor final, de maneira que não há alternativas para manipulação de dados.

A blockchain é umas das tecnologias que apresenta a oportunidade que o Brasil precisa para enfrentar suas crises, de forma com que possa utilizá-la para demonstrar que realmente aprendera com os erros e que ainda possui seu dinamismo e criatividade para crescer buscando inovar e diferenciar de forma estratégica.