10 Métricas para Governança Ágil - Maior Eficiência aos Negócios
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10 Métricas para Governança Ágil

As métricas são fundamentais na governança ágil. Com elas, é possível obter melhorias e assertividade durante todo o ciclo de desenvolvimento do projeto.

Inclua as métricas em sua Governança Ágil, elas serão responsáveis por medir o desempenho ou a eficiência das soluções produzidas a partir das metodologias ágeis. Além disso, as métricas serão uma medida quantificável que as empresas usam para acompanhar, monitorar e avaliar o sucesso ou a falha de vários processos de negócios.

As métricas para Governança Ágil deve consistir de três elementos principais:

  1. Identificar as métricas de negócios adequadas aos diferentes níveis organizacionais;
  2. Acompanhar as métricas sistematizadas;
  3. Realizar ritos para revisão e controle de métricas.

Outro aspecto importante da Governança Ágil é identificar métricas que medem o sucesso de se tornar uma organização enxuta. Para ser mais objetivo, vamos listar aqui em nosso artigo 10 métricas que devem fazer parte da Governança Ágil de qualquer empresa.

Métricas aplicadas à Governança Ágil

A abordagem aplicada a Governança Ágil em relação às métricas, respeita os princípios de eficiência e eliminação de desperdício e, ao mesmo tempo, permite a flexibilidade de lidar com a mudança nos negócios. Diante disso, apontamos as seguintes métricas a serem consideradas em seu negócio:

1. Sprint Burndown

Como você sabe, as equipes de scrum organizam o tempo de desenvolvimento em sprints de tempo fixo. No início da sprint, a equipe prevê quanto trabalho pode ser entregue durante esse período. Um relatório de Sprint Burndown acompanha a conclusão do trabalho em toda a sprint. O objetivo é ter todo o trabalho previsto concluído até o final do sprint.

Uma equipe que atende de forma consistente a sua previsão é considerada uma organização ágil e madura quanto a evolução do seu produto. Porém, não deixe que isso tente você a falsificar os números declarando um item completo antes que ele realmente seja. Pode parecer bom a curto prazo, mas a longo prazo só dificulta a aprendizagem e a melhoria.

2. Epic (Release) Burndown

Os  índices apresentados pela Epic Burndown acompanham o progresso do desenvolvimento em relação ao escopo de trabalho como um todo, apresentando uma visão maior do que o Sprint Burndown, e orientam o desenvolvimento para as equipes de scrum e kanban. Nessa métrica são avaliados o progresso das sprints individuais, bem como as versões do produto entregue.

Com a visão que temos através da Epic Burndown podemos verificar, em cada sprint, o trabalho que estava previsto, o entregue, o que não foi entregue e o que foi adicionado posteriormente. Desta forma, podemos avaliar a eficiência do planejamento e do trabalho feito pela equipe.

3. Velocidade

Velocidade é a quantidade média de trabalho que uma equipe de scrum completa durante uma sprint, medida em pontos da história, essa métrica é muito útil para a fazer uma previsão dos releases (ou epicos).

O Product Owner pode usar velocidade para prever a rapidez com que uma equipe pode trabalhar no backlog, isso porque, o relatório rastreia o trabalho previsto e concluído em várias interações, quanto mais interações, mais precisa a previsão.

4. Gráfico de controle

O gráfico de controle faz um comparativo entre o tempo gasto por cada tarefa individual executada e o tempo total que ela foi estimada.

Essa métrica serve para verificar a eficiência da equipe em relação aos processos de trabalho, permitindo que seja feito qualquer ajuste adicional caso tenha grandes diferenças no que foi estimado e no que foi entregue.

5. Diagrama de fluxo cumulativo

O diagrama de fluxo cumulativo é um recurso importante para os times ágeis, ele ajuda garantir que o fluxo de trabalho de toda a equipe seja consistente. O uso desse indicador nos mostra a existência de possíveis gargalos quando comparado com estórias prontas, em desenvolvimento e as que ainda estão para fazer.

6. Índice de Previsibilidade

A previsibilidade pode ser vista como uma série de variações das entregas que foram realizadas e comprometidas a partir de um conjunto de defeitos escapados em virtude de débito técnico ou funcional.

As métricas que capturam essas variações ajudam a mostrar a previsibilidade de lançamentos futuros. Para saber se estamos no caminho certo durante um processo de desenvolvimento. É possível, por exemplo, rastrear diferentes variações no escopo das sprints, velocidade das entregas, valor para o negócio etc.

7. Índice de Confiabilidade

Um dos principais objetivos do índice de confiabilidade é mostrar que as mudanças nas prioridades podem ser tratadas imediatamente com custo e desperdício mínimos, sem comprometer a qualidade.

Você pode mostrar valor nas entregas das sprints sem erros ou atrasos. Um exemplo na prática, é o desenvolvimento orientado a testes, que mostra que no início o custo pode ter um valor elevado, mas que no longo prazo o custo da mudança é muito baixo, ao contrário do código que não é testado. Esse indicador pode ajudar a identificar o desperdício de tempo para correção de bugs.

8. Índice de Débito Técnico

O débito técnico é derivado de decisões erradas a partir dos requisitos, do próprio produto e o código desenvolvido. É algo que poderia ser evitado se fosse desenvolvido um fluxo de trabalho mais assertivo. Por exemplo, a criação de uma arquitetura bem elaborada antes do desenvolvimento, o uso de TDD, melhores práticas de codificação etc.

O débito técnico pode ser detectado facilmente quando as equipes comprometem a qualidade para cumprir os prazos. Quando não analisado, ele pode ficar invisível, criando um dano enorme no longo prazo.

9. Adaptabilidade

O objetivo da adaptabilidade é melhorar continuamente a “entrega de valor”, ajustando o time ou as sprints a diferentes condições: custo, cronograma e mudanças de escopo. Se uma entrega for caracterizada com grandes dependências e processos pesados, e se o custo da mudança for alto, será difícil para a equipe se adaptar a diferentes situações.

Esse índice é necessário para identificar ineficiências e otimizar processos, devendo ser objetivamente discutidos em retrospectivas.

10. Aceleração

A métrica de aceleração reflete a eficiência com que as equipes se adaptam ao desenvolvimento e às mudanças. Na prática, podemos fazer um comparativo do tempo de entrega das atividades de uma sprint entre os times de desenvolvimento. A preocupação surge quando a aceleração de um time é positiva, enquanto a aceleração do outro é negativa.

Caso existam grandes diferenças entre eles, pode ser um indicativo de problemas de produtividade. Claro, que é preciso avaliar diversos fatores que podem interferir nesse índice, portanto, não será correto gerenciar simplesmente pelos números. Por isso, será importante uma conversa durante as reuniões de retrospectivas para avaliar esse índice.

Os desafios na obtenção das métricas corretas

Os objetivos da medição são mostrar o progresso em relação a um plano, servindo para orientar o replanejamento, e mostrar a eficácia do processo, o que indica a necessidade de melhorias. Portanto, as métricas serão fundamentais na governança ágil e precisam ser consideradas durante todo o ciclo de desenvolvimento.

As métricas são apenas uma parte na construção da cultura de uma equipe. Eles dão uma visão quantitativa do desempenho do time e fornecem metas mensuráveis ​​para todos.

Ouvir o feedback da equipe durante as retrospectivas será igualmente importante para aumentar a confiança na qualidade do produto e para o seu lançamento. Use o feedback quantitativo e qualitativo para impulsionar as mudanças.

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Escrito por

Leitor faminto, eterno aluno e sedento por resultados. Trabalho construindo equipes de alto desempenho com base nos princípios do Agile com Lean Startup! ISSO É O QUE ME MOTIVA!! Graduado pela Engenharia de Computação na PUC-PR, certificado SCRUM Master pela Oficial SCRUM Alliance, certificado Personal and Professional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching, cursando MBA IN MANAGEMENT na FAE Business School e cursou PMP na FGV.

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