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7 Benefícios de Microserviços e Arquitetura Escalável

Os microserviços e a arquitetura escalável são uma ótima forma de otimizar o desenvolvimento de software e facilitar a implantação das aplicações

O conceito de padrões de arquitetura escalável, flexível e de alta disponibilidade concebida através de microserviços é realidade e foi bem recebida pela indústria e comunidade de desenvolvimento de Software. Impulsionada por suas características e paradigmas que resolvem através de seu âmbito conceitual problemas complexos e/ou custosos que soluções monolíticas apresentam.

Literaturas tratam o padrão Microservicos como uma derivação do modelo de Arquitetura Orientada a Serviço (SOA). É Baseado em coleção de pequenos serviços desacoplados que se comunicam através de protocolo leve.

Mesmo sendo amplamente utilizado devido a evolução dos sistemas atuais, a filosofia por trás do conceito dos microserviços e da arquitetura escalável não é nova. Um artigo de 1978 focado no sistema UNIX expõe alguns dos pontos principais que posteriormente foram utilizados para embasar este novo tipo de desenvolvimento de sistemas.

Você quer saber mais sobre os benefícios dos microserviços e deste estilo de arquitetura escalável? Continue lendo nossa publicação!

Benefícios ao utilizar microserviços e uma arquitetura escalável

Utilizar este padrão de arquitetura depende de uma análise primária para saber a sua viabilidade e a capacidade da empresa e do negócio de se adaptarem a essa nova forma de pensar desenvolvimento de produtos de Software. Os microserviços são considerados como uma ótima forma de manter a escalabilidade, produtividade, manutenibilidade, resiliência, entre outros. Abaixo alguns dos seus benefícios:

Escalabilidade

Essa talvez é se não o maior, um dos maiores benefícios ao utilizar os padrões de arquitetura em Microserviços. A coesão permite que requisitos não funcionais como escalabilidade e elasticidade que ocorrem em situações de alta volumetria comumente encontrados em soluções de médio e grade porte, aumente e reduza instâncias de serviços de acordo com a necessidade, consumindo recursos físicos sob demanda e apenas para aquela funcionalidade (microserviço) que está sendo muito requisitado no momento. Ganho esse impossível de conseguir em arquiteturas monolíticas, que escalam tudo ou nada, consumindo desnecessariamente recursos físicos e elevando custo.

Pelo mesmo motivo, também tende a facilitar a implementação de soluções complexas, possibilitando a segregação de funcionalidades (microserviço) em times distintos, diminuindo assim a curva de aprendizado necessário do time para produzir código e funcionalidade que agrega valor.

Mais alguns pontos que influenciam para o desenvolvimento de aplicações grandes e complexas são:

  • Melhor facilidade na criação de testes unitários, de aceitação, etc., uma vez que os serviços são coesos;
  • Maior frequência de deploy, uma vez que os serviços podem ser implantados de forma independente;
  • Liberdade de escolha de linguagem, frameworks e banco de dados que resolvem de forma mais fácil a necessidade de cada microserviço.

Resiliência

Com a aplicação implementada através de vários microserviços e não um único processo monolítico, o risco de indisponibilidade dessa aplicação é muito menor.

Cada instância de Microserviço é um processo distinto no sistema operacional do Host deployado, isso porque, ou encontram-se em máquinas distintas, ou o que comumente encontramos, são encapsulados em containers Docker, que por natureza abrem processos distintos no sistema operacional. Uma terceira possibilidade, é, sendo o ambiente Cloud, utilizar recursos Servless que também possuem isolamento entre as implementações.

Dentre vários padrões de implementação, um comumente utilizado é o circuit breaker, que como um disjuntor de quadro de energia que desarma quando algo está errado e previne maiores problemas, sua responsabilidade é transferir para outra instância de serviço as requisições quando detecta algo de errado com um Microserviço, prevenindo a parada de atendimento das requisições.

Aumento da produtividade

Devido as características de alta coesão já discutidas nesse artigo, aplicações implementadas com os padrões de arquitetura em Microserviços permite a segmentação do time em unidades de negócio específico, o que naturalmente eleva a senioridade dos profissionais no segmento de negócio e consequentemente, o aumento significativo na produtividade da correção de bugs e criação de novas funcionalidades.

Flexibilidade

Nesse padrão de arquitetura, linguagem de programação, frameworks, banco de dados e protocolos de comunicação, são de escolha total do time que está criando o Microserviço. Essa característica é fundamental para que cada necessidade de negócio utilize a tecnologia que melhor lhe atenda nos quesitos de agilidade, tempo de execução, segurança, entre outras e dá a liberdade para o time não se prender a um único paradigma ou forma de implementação.

Implementação de entrega contínua

Por ser coeso e totalmente desacoplado de demais microserviços que completam o ecossistema do produto, praticar entrega contínua (CD) se torna muito mais seguro e viável do que um a cenário monolítico.

Não há necessidade de paralisar o produto, nem envolver todo o time para avaliar riscos e requisitos para implantar uma nova versão. Como resultado, por exemplo, ganha-se agilidade nas correções de bugs e liberações frequentes de novas funcionalidades que irão agregar valor ao negócio do cliente.

Monitoramento e automação de processos

Com uma implementação bem segmentada em pequenos serviços monitorados, a identificação de possíveis ofensores ao sistema em tempo real se torna muito mais efetiva e rápida de ser identificada se comparada a uma arquitetura monolítica. Também comumente, utiliza-se nesse padrão de arquitetura o conceito de log centralizado, e visualização amigável da saúde de cada instância de Microserviço, o que facilita a verificação do ciclo completo de cada mensagem trocada, fazendo com que se identifique e isole o microserviço de forma mais rápida.

Além disso, permite também automatizar processos relacionados a cultura DevOps, que são repetíveis, testáveis e não suscetíveis a falha. Elevando muito o nível de confiabilidade na execução desses.

Foco na entrega de valor ao cliente

Padrão arquitetural de Microserviços possui uma divisão obrigatória, clara, organizada e bem segmentada em torno do negócio do cliente, e como já mencionado nesse artigo, como consequência, tem-se um time em constante crescimento no conhecimento de negócio e suas regras.
Consequentemente novas funcionalidades que irão agregar valor, diferenciar a solução frente a concorrentes, são rapidamente desenvolvidas e principalmente disponibilizadas ao cliente final. Oferendo um baixo time-to-market e saindo na frente da concorrência.

Conclusão

O padrão de arquitetura em Microserviços, traz por sua natureza e quando implementados corretamente diversos benefícios a aplicações que necessitam de escalabilidade, resiliência, flexibilidade, rápida resposta as necessidades de negócio dos clientes, monitoração de possíveis ofensores a saúde da aplicação, entre outros. Está cada vez mais presente nas implementações de software e presente a um tempo como tendência em padrão de arquitetura.

Quer conhecer mais sobre arquiteturas que agregam rápido valor ao negócio e estão garantindo maior retorno sobre investimento?
Continue acompanhando as publicações no nosso blog!

Grande abraço!

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Escrito por

Arquiteto de Transformação Digital - Arquiteto de Software, especialista na plataforma Java com 12 anos de experiência em projetos para o mercado financeiro e área da saúde. Evangelista de metodologias ágeis e cultura Devops. Formado em Redes de Computadores pela Universidade de São Caetano do Sul e pós-graduado em Desenvolvimento de Soluções corporativas na plataforma Java pela Faculdade de Informática e Administração Paulista. Certificado como programador Java e desenvolvedor Java Web pela Sun Microsystems. Atualmente líder de tecnologia na área de transformação digital da empresa Deal Technologies.

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